Voltei.
Este mundo está cada vez mais irritante.
Não há manhã em que não abra o computador e não leve ora com a mais novíssima tendência feminista de pseudo-culpabilização do homem branco heterossexual, ora com a mais fresca redescoberta cavernosa e constrangedoramente ignorante dos grunhos alt-righteanos dos cafundos da internet e dos espaços de comentário.
Não há.
Não estou a exagerar.
Todos os dias que navego na internet vejo-me assombrado por imagens de leite maligno misturado com nostalgias da sedução neolítica. Todos os dias que abro o facebook (a única rede social que uso, uma vez que o instagram só serve mesmo para a criançada de todas as idades e o twitter morreu antes de nascer) vejo multidões a correrem desgrinhadas pelas avenidas dos comentários e das páginas e dos grupos a reclamarem mais um bocadinho de land neste mundo apocalíptico e infantil em que quem tem mais atenção é quem efectivamente chama mais por ela.
Perante isto que fazem vocês, meus amigos?
Eu rio-me.
Porque aqui na minha cadeira a luz do candeeiro continua a iluminar bem o meu Heidegger e o meu Camus, a electricidade felizmente também chega para a internet poder continuar a dar-me o The Very Best of Doors via youtube, consegui comprar uma pizza no mini preço (não morro a fome) e o hábito de fumar vai pseudo-preenchendo aquele vazio que não está bem lá.
Não me levo muito a sério. Nem levo este mundo muito a sério.
Mas que a ignorância irrita, ai isso irrita.
Até breve.
Sem comentários:
Enviar um comentário